segunda-feira, 3 de abril de 2017

Massaranduba

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17 de Fevereiro de 2017
Este blog tem como objetivo assinalar a história da cidade de Salvador, dando ênfase a Península Itapagipana, e como surgiu o bairro da Massaranduba, em  especial a Rua Padre José Leal, que fica situada na baixa do petróleo, como requisito avaliativo da disciplina de Referenciais Teórico Metodológico da História no Ensino Fundamental, tendo como orientador o Professor Alfredo Matta. (Discente: Vera Lúcia Soares).

SALVADOR A MENINA DOS MEUS OLHOS

O primeiro evento que aconteceu antes da fundação da cidade de Salvador, foi a chegada do primeiro donatário, Francisco Pereira Coutinho, que instalou na Ladeira da Barra, O Arraial do Pereira que, quando da fase da fundação de Salvador ficou sendo conhecida como Vila Velha. Pereira Coutinho foi o responsável por muitas revoltas indígenas por tratá-los com crueldade o que resultou em sua morte em uma festa  antropofágica  ocorrida na ilha de Itaparica protagonizada pelos índios Tupinambás.
A Cidade do São Salvador da Bahia de Todos os Santos foi a capital, e sede da administração colonial do Brasil até 1763. 


Salvador, fundada como São Salvador da Bahia de Todos os Santos, é um município brasileiro, capital do estado da Bahia, localizado na Mesorregião Metropolitana de Salvador e Microrregião de Salvador. Situada na Zona da Mata da Região Nordeste do Brasil, /salvador é notável em todo o pais pela sua gastronomia, música e arquitetura, também reconhecida internacionalmente. A influência africana em muitos aspectos culturais da cidade a torna o centro da cultura afro-brasileira. A cidade é uma das mais antigas da América e foi uma das primeiras cidades a serem planejadas, ainda no período do Renascimento. Sua fundação em 1549 aconteceu devido a implantação do Governo-Geral do Brasil pelo Império Português. Determinadas a partir do marco da fundação da cidade, o Forte de Santo Antônio da Barra, suas coordenadas são 12º 58’ 16” sul e 38” 30’ 16” sul e 38” 30’9” oeste.

Um dos fatores relevante para a formação do perfil do munícipio e certas características geográficas foi a centralização como capital junto à colonização escravocrata.
A construção da cidade de Salvador, ocorreu de acordo com a topografia acidentada,  a principio aproveitando os dois níveis, formando assim Cidade Alta e Cidade Baixa) sobre uma escarpa acentuada e posteriormente, com a concepção das avenidas de vale.  Sua área total em quilômetros quadrados é de 692,819, tem um território emerso e peninsular e seu litoral é margeado pelas águas da Baía de Todos os Santos a oeste e pelo Oceano atlântico a leste. Seu Centro Histórico é iconizado no bairro do Pelourinho, é conhecido pela sua arquitetura colonial portuguesa com monumentos históricos que datam do século XX, e foi declarado como Patrimônio Mundial pela organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) em 1985.


Com mais 2.9 milhões de habitantes é o munícipio mais populoso do Nordeste e o terceiro de Brasil. Faz parte do núcleo de região metropolitana conhecida como “Grande Salvador” é a área metropolitana mais populosa do Nordeste, sétima do Brasil e uma das 120 maiores do mundo.
Salvador é o centro econômico do estado e é também porto exportador, centro administrativo e turístico.
Salvador é a cidade palco de uma das maiores festas de rua do mundo, segundo o livro do Guiness Book, A música tocada em Salvador foi reconhecida internacionalmente em dezembro de 2015 pelo anúncio da integração do município à Rede de Cidades criativas da UNESCO, Foi-lhe concebida o título singular  o país de “Cidade da Música”,
A cidade de Salvador recebeu este nome em 1549 quando da chegada de Tomé de Sousa, o primeiro governador-geral  do Brasil quando este, aportou com três naus, duas caravelas e um bergantim,  na enseada da Baia de todos os Santos  no Porto da Barra, com  ordens de D. João III  o Rei de Portugal, para construir  uma fortaleza para defendê-los dos ataques dos corsários e foi denominada de cidade fortaleza de São Salvador, por conta de sua posição estratégica  e da qualidade dos portos existentes.



O Palácio do Rio Branco foi morada do governo de Tomé de Sousa, foi uma das primeiras construções erguidas onde o barro e a taipa foram os principais materiais utilizados.


Quando Tomé de Sousa chegou foi recepcionado por Diogo Álvares que já havia se instalado, após sofrer um naufrágio nas águas da Baia de todos os Santos em 1509, e foi resgatado pelos S habitantes e donos das terras que eram os índios Tupinambás, que após o resgate de Diogo Álvares o batizaram-no com o nome de caramuru, e, pela intimidade que adquiriu com os índios, contraiu matrimônio com a filha do cacique Itaparica a índia Paraguaçu.
A cidade de Salvador foi visada e disputada por aventureiros, por conta de  sua localização estratégica e pelas riquezas aqui encontradas, assim como, pela  capacidade de funcionamento de seu porto que auxiliava a logística de navegação no oceano Atlântico, bem como ao sul do Equador. A união das coroas Portuguesas e espanhola, em 1580, foi um fato que desagradou muito aos interesses estrangeiros.


Os holandeses também tentaram invadir Salvador em 1638 sob o comando de Maurício de Nassau, porém não houve êxito.  

Com a invasão da Europa por Napoleão Bonaparte, a família real portuguesa fugiu e veio para Salvador, que a recebeu de braços abertos.

Brancos, negros e índios, foram os povos que constituíram a miscigenação de Salvador, a índia que se tornou europeia a Catarina Paraguaçu, e o europeu, que em Salvador chegou e foi acolhido pelos índios Diogo Caramuru e pelos escravos africanos que resolveram criar raízes aqui, sendo denominada de Roma Negra, por ser identificada como a maior cidade de população negra fora da África.

Antigas fazenda de cana-de-acúcar

O Bairro da Massaranduba

A Península Itapagipana foi ocupada no final do século XIX, por fábricas e indústrias. A prepulsora foi a  Companhia Empório Industrial do Norte da família Luiz Tarquínio e a fabrica da Penha.

No século XX, por volta dos anos 40, o desabrochar das indústrias transformou a península  em Pólo  e, consequentemente mudou seus aspectos urbano e social. Neste período as indústrias que ficaram em evidencia foram: aquelas que faziam o processamento de produtos agrícolas como a fábrica Souza Cruz, que fabricava tabaco, a Joanes Industrial, a Daw Química, a Barreto de Araújo e a fábrica Chadler, que processava cacau, existia a Fábrica de Sabão , Amaral comércio de Papéis, a Fratelli Vita, fabricava vidros e refrigerantes, a fabrica São João, a Paraguaçu, a fabrica Fias, Bhering, Toster e Crush. No total foram instaladas na península  de Itapagipe cerca de 30 fábricas, atraindo grande população de baixa renda, que queriam inserir-se no mercado de trabalho.

Porém, com a chegada deste contingente de pessoas e o começo de funcionamento das fábricas trouxe-nos um grande problema, pois com o funcionamento das fábricas, começou o processo de poluição ambiental da península. Dentre as que poluíam mais, a fábrica da Chadler foi a que mais sofreu ações conjuntas de moradores, solicitando seu fechamento por conta das doenças respiratórias causadas pela poluição da mesma.
Somente com a chegada do Centro Industrial de Aratu, que, tornou-se o novo Pólo Industrial, algumas fábricas migraram e outras faliram.               
Toda mercadoria que chegava na nova capital, desembarcava no porto das Docas, inclusive, a chegada dos primeiros escravos oriundos de angola, Nigéria, Senegal, Congo, Benin, Moçambique e Etiópia, a partir de 1500. Quando os escravos africanos aportaram em Salvador, evidenciou a cultura da cana-de-açúcar, fumo, algodão e a pecuária com a criação de gado no Recôncavo.
Em 1624 terminou o tratado de paz entre a Espanha e os Países Baixos, e aproveitando-se desse ocorrido, a  Companhia das Índias atacou Salvador, e a invasão durou onze meses, quando foram expulsos pela armada espanhola.

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No século XVI, foi construído o Forte do Monte Serrat com intuito de conter as invasões dos corsários pela Baia de Todos os Santos ,
O Palácio do Rio Branco foi morada do governo de Tomé de Sousa, foi uma das primeiras construções erguidas onde o barro e a taipa foram os principais materiais utilizados.
Quando Tomé de Sousa chegou foi recepcionado por Diogo Álvares que aqui já havia se instalado, após sofrer um naufrágio nas águas da Baia de todos os Santos em 1509, e foi resgatado pelos  seus habitantes e donos das terras que eram os índios Tupinambás, que após o resgate de Diogo Álvares o batizaram-no com o nome de caramuru, e, pela intimidade que adquiriu com os índios, contraiu matrimônio com a filha do cacique Itaparica a índia Paraguaçu.
A cidade de Salvador foi visada e disputada por aventureiros, por conta de  sua localização estratégica e pelas riquezas aqui encontradas, assim como, pela  capacidade de funcionamento de seu porto que auxiliava a logística de navegação no oceano Atlântico, bem como ao sul do Equador. A união das coroas Portuguesas e espanhola, em 1580, foi um fato que desagradou muito aos interesses estrangeiros.
Toda mercadoria que chegava na nova capital, desembarcava no porto das Docas, inclusive, a chegada dos primeiros escravos oriundos de angola, Nigéria, Senegal, Congo, Benin, Moçambique e Etiópia, a partir de 1500. Quando os escravos africanos aportaram em Salvador, evidenciou a cultura da cana-de-açúcar, fumo, algodão e a pecuária com a criação de gado no Recôncavo.
Em 1624 terminou o tratado de paz entre a Espanha e os Países Baixos, e aproveitando-se desse ocorrido, a  Companhia das Índias atacou Salvador, e a invasão durou onze meses, quando foram expulsos pela armada espanhola. Os holandeses também tentaram invadir Salvador em 1638 sob o comando de Maurício de Nassau, porém não houve êxito.  
Com a invasão da Europa por Napoleão Bonaparte, a família real portuguesa fugiu e veio para Salvador, que a recebeu de braços abertos.
Brancos, negros e índios, foram os povos que constituíram a miscigenação de Salvador, a índia que se tornou europeia a Catarina Paraguaçu, e o europeu, que em Salvador chegou e foi acolhido pelos índios Diogo Caramuru e pelos escravos africanos que resolveram criar raízes aqui, sendo denominada de Roma Negra, por ser identificada como a maior cidade de população negra fora da África.
Antigas fazenda de cana-de-acúcar
O Bairro da Massaranduba
A Península Itapagipana foi ocupada no final do século XIX, por fábricas e indústrias. A prepulsora desta ocupação  foi a  Companhia Empório Industrial do Norte da família Luiz Tarquínio e a fabrica da Penha.
No século XX, por volta dos anos 40, o desabrochar das indústrias transformou a península  em Pólo  e, consequentemente mudou seus aspectos urbano e social. Neste período as indústrias que ficaram em evidencia foram: aquelas que faziam o processamento de produtos agrícolas como a fábrica Souza Cruz, que fabricava tabaco, a Joanes Industrial, a Daw Química, a Barreto de Araújo e a fábrica Chadler, que processava cacau, existia a Fábrica de Sabão , Amaral comércio de Papéis, a Fratelli Vita, fabricava vidros e refrigerantes, a fabrica São João, a Paraguaçu, a fabrica Fias, Bhering, Toster e Crush. No total foram instaladas na península  de Itapagipe cerca de 30 fábricas, atraindo grande população de baixa renda, que queriam inserir-se no mercado de trabalho.
Porém, com a chegada deste contingente de pessoas e o começo de funcionamento das fábricas trouxe-nos um grande problema, pois com o funcionamento das fábricas, começou o processo de poluição ambiental da península. Dentre as que poluíam mais, a fábrica da Chadler foi a que mais sofreu ações conjuntas de moradores, solicitando seu fechamento por conta das doenças respiratórias causadas pela poluição da mesma.
Somente com a chegada do Centro Industrial de Aratu, que, tornou-se o novo Pólo Industrial, algumas fábricas migraram e outras faliram.
MASSARANDUBA / ALAGADOS
Em busca de mão-de-obra nas fábricas que ali instalaram-se,  a partir da década de 40, famílias oriundas do recôncavo baiano, vieram habitar na região do mangue localizada a enseada dos tainheiros.  Essas famílias tinham baixo poder aquisitivo, por esta razão, adquiriam a preços irrisórios pequenos lotes nas áreas lodosas de manguezal, colocavam entulhos naquela parte da maré e faziam casas de pedaços de madeiras chamadas de palafitas que eram erguidas sobre marcações designadas de “Latifundiágua”, as primeiras  famílias vinham da ilha de Maré, sugestionando assim  a denominação de “Mare” para os moradores destas áreas alagadas. apresentando assim, o conjunto habitacional que foi denominado  como Alagados.  Na segunda metade do século XX, devido este processo ocupacional e aterramento da maré emergiram os bairros do Uruguai, Jardim cruzeiro, Massaranduba.
Mesmo sendo proibido, o aterramento do manguezal ocorria na calada da noite, caminhões de lixo advindos de várias partes da cidade traziam o entulho. A Marinha vigiava a área de dia e derrubava as palafitas construídas, porém, ao amanhecer, as casas eram erguidas novamente. Os moradores travavam uma grande batalha, luta de resistência para permanecerem com suas casas e pela efetivação do projeto de colocação de saneamento básico e urbanização. A batalha perdurou por muitos anos, até a interferência do projeto do Governo Federal, que eliminou diversas palafitas, formando assim, outros bairros, neste momento o próprio governo utilizava das areias da orla de Itapagipe, para fazer o aterramento de novas áreas, surgindo ruas, becos e avenidas nas regiões alagadiças.

As Primeiras Intensões Religiosas

A primeira igreja erguida foi em 1535, a mando de Diogo Álvares Correia, para atender um desejo de sua esposa Catharina Paraguaçu, que passou a ser católica de fé, e assim foi construída a Igreja de Nossa Senhora da Graça, a princípio de taipa e coberta com palhoças e somente ganhou uma reforma no ano de 1645, quando adquiriu os contornos atuais, ofertados pelos monges Beneditinos, que receberam de herança as terras da família Álvares, e para homenagear a índia Paraguaçu, em 1583, doaram-lhes um túmulo perpetuo no interior da igreja.

No século XVIII, surgi a igreja da boa Viagem e já existia a igreja do Bomfim. A Península foi agraciada com igrejas de diversas religiões, a igreja nossa Senhora da Piedade da Massaranduba, a Capela de Nossa Senhora de Fátima, a Igreja de são Jorge. As igrejas Evangélicas: a Batista Nova Esperança, a igreja Batista de Itapagipe na Massaranduba. Existem também os Centros espíritas, em evidência o Centro Espírita Cavaleiros da Luz, e terreiro de Candomblé como exemplo o terreiro de Oxossi  Mãe Lindaura, Casa branca, na rua 6 de Janeiro e o terreiro Mãe  América, na Massaranduba.

  



Referencia

http://www.coladaweb.com/geografia-do-brasil/a-cidade-de-salvador

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